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MARK OF THE ancients. (Marca dos ançioes)
Ele tinha vivido no deserto toda sua vida, mas para mim era tudo novo. “Vê aquela pegada na areia?” ele perguntou, apontando para um ponto perto do penhasco. Eu olhei tão perto quanto eu pude. “Não, eu não vejo coisa alguma”.
“Aquele é exatamente o ponto”. Ele riu. “Onde você não pode ver uma marca, aquele é o lugar aonde os Anciões andaram”.
Nós continuamos um pouco mais longe, e ele apontou para uma abertura, alto em cima na parede de arenito. “Vê aquela casa lá em acima?” ele perguntou. Eu franzi os olhos duramente. “Não há coisa alguma para ver”.
“Você é um bom estudante”. Ele sorriu. “Onde não há telhado ou chaminé, aquele é o lugar onde é mais provável de os Anciões terem vivido”.
Nós viramos uma curva, e diante de nós estava estendida uma vista fabulosa, milhares em cima de milhares de flores do deserto desabrochando. “Você pode ver alguma coisa faltando?” ele me perguntou. Eu sacudi minha cabeça. “É simplesmente onda após onda de encanto”.
“Sim”, ele disse em uma voz baixa. “Onde nada falta, aquele é o lugar onde os Anciões colheram a maioria”.
Eu pensei acerca de tudo isto, sobre como gerações tinham uma vez vivido em harmonia com a terra, não deixando sinais para marcar os lugares que eles habitaram. No acampamento aquela noite eu disse, “Você omitiu uma coisa”. “O que é?” ele perguntou.
“Onde os Anciões estão enterrados?”.
Sem resposta, ele espetou sua vara dentro do fogo. Uma flama brilhante cresceu a olhos vistos, bateu o ar, e desapareceu. Meu professor me deu um olhar de relance para perguntar se eu compreendi esta lição. Eu me sentei muito quieto, e meu silêncio lhe disse que eu compreendi.
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TRUST. (Confiança)
Enquanto eu estava alimentando esquilos no parque, eu observei um pequeno que não parecia confiar em mim. Enquanto os outros vinham perto o suficiente para comerem da minha mão, ele mantinha sua distância. Eu joguei um amendoim em sua direção. Ele avançou pouco a pouco, agarrou-o nervosamente, e fugiu. Na vez seguinte ele deve ter ficado com menos medo, porque ele veio um pouco mais próximo. Quanto mais seguro ele se sentia, mais ele confiava em mim. Finalmente ele se sentou bem em meus pés, tão ousado quanto qualquer esquilo clamando pelo próximo amendoim.
A confiança é semelhante àquilo, ela sempre parece ser explicada como confiar em si mesmo. Os outros não podem superar o medo para você; você tem que fazê-lo sozinho. É difícil, porque o medo e a dúvida se seguram firmemente. Nós temos medo de sermos rejeitados, de sermos magoados uma vez mais. Assim nós mantemos uma distância segura. Nós pensamos que nos separarmos dos outros nos protegerá, mas aquilo não funciona tampouco. Deixa-nos sentir sozinhos e não amados.
Confiar em si mesmo começa ao se reconhecer que está certo ter medo. Ter medo não é o problema, porque todo mundo se sente ansioso e inseguro às vezes. O problema está em não ser honesto o suficiente para admitir o seu medo. Sempre que eu aceito a minha própria dúvida e insegurança, eu fico mais aberto às outras pessoas. Quanto mais profundamente eu entro em mim mesmo, mais forte eu me torno, porque eu percebo que o meu real eu é muito maior do que qualquer medo.
Ao aceitar a si mesmo completamente, a confiança se torna completa. Não existe mais qualquer separação entre as pessoas, porque não existe mais qualquer separação no interior. No espaço onde o medo costumava viver, o amor é permitido crescer.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
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