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BUT THE heart SAID NO. (Mas o coração disse não.)
Viram os pobres vivendo em casebres de papelão, então derrubaram as casas e construíram projetos. Imensos blocos de cimento e vidro atrás de estacionamentos. De certa forma, não parecia casa, nem casa nem casebre de papelão. "O que vocês querem?", perguntaram impacientemente. "Vocês são pobres demais para viver como nós. Até poderem fazer algo por si próprios, deviam nos agradecer, não é?". A cabeça disse sim, mas o coração disse não. Precisam de mais eletricidade na cidade, então encontraram um riacho de montanha para fazer uma barragem. Enquanto as águas subiam, coelhos e veados mortos boiavam; passarinhos novos, muito novos para voar, afogavam-se no ninho enquanto a mãe chorava desesperadamente. "Não é uma cena bonita", disseram. "Mas agora um milhão de pessoas poderão usar seu ar condicionado durante o verão todo. Isso é mais importante do que um riacho de montanha, não é?". A cabeça disse sim, mas o coração disse não.Viram opressão e terrorismo em um país longínquo, e fizeram guerra contra ele. Bombas reduziram o país a pedregulhos. Sua população se escondeu de tanto medo, e todos os dias mais cidadãos eram enterrados em feios caixões de madeira. "Você tem de estar preparado para fazer sacrifícios", disseram. "Mesmo se alguns inocentes se machucarem. Esse não é o preço da paz?". A cabeça disse sim, mas o coração disse não. Os anos passaram e eles envelheceram. Sentados em suas casas confortáveis, lembraram o passado. "Tivemos uma boa vida", disseram, "e fizemos as coisas certas". Seus filhos olharam para baixo e perguntaram o porquê da pobreza, poluição e guerra não terem sido resolvidos. "Você descobrirá logo", responderam. "O ser humano é cruel e mesquinho. Mesmo com nossos maiores esforços, problemas nunca acabarão". A cabeça disse sim, mas os garotos olharam seus corações e sussurraram "Não!".
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Dancing the DREAM ! (dançando o sonho.)
Conscientização se expressa por si só, através da criação. O mundo em que vivemos é a dança do criador. Dançarinos vêm e vão num piscar de olhos, mas a dança sobrevive. Muitas vezes, enquanto danço, tenho sentido algo sagrado. Nestas horas, sinto meu espírito voar alto e se tornar parte integrante de tudo o que existe. Sou as estrelas e a lua. Sou o amado e o bem-amado. Sou a vitória e o vencedor. Sou o mestre e o escravo. Sou o cantor e a música. Sou o informante e o informado. Continuo dançando, logo esta é a eterna dança da criação. O criador e a criatura se unem num complexo de alegria. Continuo dançando... E dançando... E dançando até quando apenas existir... A DANÇA.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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